PAULO ROFA
CORES
Algumas cores só aparecem quando alguém decide olhar.
SOBRE PAULO ROFA
Paulo Rofa conta histórias de pessoas.
Pessoas que se encontram, se perdem, se observam à distância ou passam umas pelas outras sem realmente se ver.
Suas canções nascem de pequenos gestos, detalhes cotidianos e momentos que muitas vezes passam despercebidos.
Uma mão que se aproxima.
Uma janela iluminada.
Uma garrafa levada pelas ondas.
Alguém esperando em silêncio.
Muitas pessoas perdem suas cores aos poucos.
Às vezes basta uma pequena atenção para devolvê-las.
A música de Paulo Rofa nasce dessa busca: encontrar a cor escondida nas pessoas, nas relações e nos momentos que o mundo costuma considerar insignificantes.
Não importa saber quem é Paulo Rofa.
Importam as pessoas que habitam suas canções.
CORES
Cores é o primeiro trabalho de Paulo Rofa.
Cinco canções inspiradas nas cores que vivem dentro das pessoas: aquelas que mostramos, aquelas que escondemos e aquelas que só aparecem quando alguém decide nos olhar de verdade.
Entre influências brasileiras, sensibilidade mediterrânea e uma escrita profundamente humana, Cores fala de beleza, fragilidade, desejo e contemplação.
As canções não procuram respostas.
Observam.
E deixam espaço para que cada ouvinte complete a história.
Tracklist
01 Rosa
02 Flores
03 Sua Beleza
04 Como Uma Flor
05 Flutuando Entre as Oitavas
LETRAS
Rosa
Rosa de pele menina
Toca uma flor
Cansada, fechada
Cor apagada
Rosa de pele menina
Toca a flor
Que renasce sorrindo
E captura o sol
E captura o sol
Às vezes
Basta tão pouco
Pra descobrir uma cor
Às vezes
Basta tão pouco
Pra devolver uma cor
Rosa de pele menina
É só a cor
De uma mão que se aproxima
Energia de amor
Rosa de pele menina
É um amigo, um amor
Que te dá força
Pra correr até o sol
[Refrão]
E corre até o sol
Porque às vezes
Basta tão pouco
Pra descobrir uma cor
Às vezes
Basta tão pouco
Pra devolver uma cor
Flores
Eu amo as flores
Mas não as colho
Pareceria
Cortar a poesia
Em nome da própria poesia
Quanto a você
Também não ousei
Pelo mesmo motivo
Mas quando vi
As suas pétalas se abrirem
Eu vi você florescer
Hesitei
Desisti
E sonhei com você
Algo a preservar
Fruto fresco
Pra olhar
Cheirar
Beijar
Por favor…
Não apareça mais
Por favor…
Não apareça mais
Por favor…
Não apareça mais…
Não apareça mais…
Por favor…
Não apareça mais…
Sua Beleza
Tenho sede de você
Tenho fome de você
Uma ligação
Não consegue me saciar
Quero vigiar os seus sonhos
E acompanhar os seus dias
Dar tudo de mim
E receber
Pelo menos algo de você
Quero ser melhor do que sou
E ter mais do que tenho
Pra depois te oferecer tudo
E receber de você
Um sorriso
Sua beleza
Pra mim é desarmante
Você poderia
Me jogar contra a parede
Me bater
Por horas e horas
Mas eu não sentiria
Nenhuma dor
Além daquela
Que agora sinto:
A dor do amor
Como Uma Flor
Caem os teatros do meu olhar
A luz dos postes
Que atravessa o quarto
Se dissolve no escuro
Estrelas distantes
E desfocadas
Clareiam
A minha noite interior
Entrevejo uma flor
E é você
Você virou pétalas e folhas
Não tenho dúvidas
É você
Pétalas e folhas
Que emergem do escuro
Da noite interior
Agora estamos sozinhos
E eu queria te dizer
Que ainda te amo
Te amo
Mas agora você é uma flor
E não poderia ouvir
Flutuando Entre as Oitavas
Eu não queria escrever pra você
Mas estou escrevendo
O medo às vezes
Vira superstição
Medo de não te agradar
De não te ver
De saber coisas
Que eu não queria ouvir
Medo de não conseguir transformar
Essa longa doce espera
Em algo maior
Notas que eu conheci
E que talvez
Eu nunca mais escute
Eu me alimento de música
Porque é o único ritmo
Que faz bater
O meu coração
Apago a luz
E tento dormir
Os teus passos leves
O teu rosto suave
A tua lembrança
Acariciam o meu sono
Flutuando entre as oitavas
INFLUÊNCIAS
Um diálogo silencioso entre Brasil e Mediterrâneo.
